Amar: o maior e mais complexo de todos os mandamentos
- alessacdsa
- 15 de out. de 2020
- 3 min de leitura
"Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força"
Marcos 12:30
Inúmeras vezes o amor é confundido com paixão ou interpretado como o sentimento que excita o romance. Mas, o que é o amor senão a entrega e renúncia do eu para chegar-se a pessoa ou objeto amado? Não é o amor, junto a fé e esperança, aquele que permanece? (1 Coríntios 13:13) Não é Deus, a personificação do amor? (1 João 4:8)
Ao olharmos para as Escrituras, percebemos que toda a História bíblica foi baseada no amor, até mesmo a escolha de Israel como o povo do Deus Altíssimo, tal como demonstrado em Deuteronômio 7:7-8: "Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito".
Dessa forma, o amor caracteriza-se como um atributo natural do SENHOR e, portanto, Suas atitudes são baseadas neste tão complexo posicionamento, posto que designá-lo como 'sentimento' seria uma classificação muito vazia em relação aquilo que realmente representa no plano de Cristo. À vista disso, podemos enxergar na Bíblia Sagrada o real desejo que o Pai tem para nós e o dever que temos para com Ele, ou seja, a incumbência de amá-Lo.
Entretanto, frequentemente olhamos sob uma perspectiva terrena e superficial para o que é divino e profundo, levando-nos a crer que trata-se de uma tarefa fácil e descomplicada. Contudo, ao enxergamos o amor como um modo de vida, tal qual Jesus nos apresentou - quando nos mostrou que o maior mandamento resumia-se em amar a Deus e o segundo depois deste, ao próximo -, e em sua essência, entendemos que ser amor e dar-se por amor não é nada simples e, muito menos, espontâneo.
Com isso, Cristo nos revelou a complexidade do amor, neste momento específico - em meio ao diálogo com um escriba (Marcos 12:28-34) -, em suas palavras, porém, ao longo de toda sua vida, em suas atitudes, onde a principal delas foi a de entregar-se por nós na cruz, uma vez que "dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:7-8)
Sendo assim, compreendemos que a nossa caminhada cristã deve girar em torno do amor, não um amor artificial, mas um amor que é de todo coração, alma, entendimento e força ou, em outras palavras, um amor que subordina todas suas vontades, todo o seu ser, raciocínio, vigor e serviço a Deus.
Destarte, concluo essa breve reflexão, mesmo que um pouco insatisfeita, posto que muito ainda poderia ser dito sobre o amor, mas com a esperança de que você apreenda que o amor é muito mais do que o que pode ser sentido e dito através de emoções e palavras e, ainda muito grande para que possa ser vivido em um dia apenas. Em consequência disto, precisa ser construído através de um relacionamento íntimo, sincero e diário, consciente de que, por mais que não seja uma tarefa fácil, à medida que sua comunhão com Jesus cresce, seu amor, seu serviço e sua obediência a Ele se tornarão cada dia mais espontâneos e deleitosos... Por isso, apenas ame-o!
Sugestão de louvor: Quero Conhecer Jesus - Cia. SALT (https://www.youtube.com/watch?v=rBVjbjGVVjo)




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